Reparti o pão entre vós

Já há séculos que ocorrem milagres referentes à Eucaristia. Normalmente estão ligados a um momento de falta de fé do celebrante ou por um acidente. Tudo muito bonito.

Podemos acolher sua mensagem no que tem de ensinamento. Mas há um milagre que ultrapassa a todos esses e que pode ser visto e seguido por todos. É o milagre que Jesus fez na Ceia da Quinta-Feira Santa. Esse é milagre, é de fé, se comunica a todos, não só a privilegiados.

Quando tomamos a Hóstia e o vinho consagrados, recebemos Cristo que permanece em nós.

Naquela noite Jesus tomou o pão, deu graças e o partiu e deu a seus discípulos dizendo: Tomai todos e comei. Depois tomou o cálice de vinho e disse: Bebei dele todos, pois isto é meu sangue, derramado por muitos para a remissão dos pecados (Mt 26,26-29). Ele mesmo explicou o milagre, como lemos em João: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e Eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e Eu nele” (Jo 55-56).

A Hóstia e o Vinho consagrados são o Corpo e o Sangue de Cristo dados para a vida do mundo (51). Quando tomamos a Hóstia e o Vinho consagrados, recebemos Cristo que permanece em nós. É o grande milagre que fez o Senhor.

Dei-nos a Vida e a Salvação através de um pedaço de pão e um pouco de vinho que são seu Corpo e seu Sangue. Como o alimento se transforma em nós, Ele nos transforma Nele. O segundo milagre é tê-Lo como alimento que nos une à sua missão de salvação do mundo.

Ele nos associa a sua Vida e sua Missão de Salvação. Esta salvação não é só espiritual, mas dar vida aos necessitados. A fé nos ressuscita para ressuscitar os vitimados pelo mal não só espiritual, mas também corporal e social. Isso significar repartir.

Ressurreição aplicada à política

O milagre da Hóstia continua fazendo maravilhas. Aumentar a participação eucarística não é aumentar o número dos que comungam. É importante que se comungue bem.

Contudo, comungar bem não se refere só à pureza para receber o Corpo do Senhor. Trata-se de assumir o Sacramento em sua intenção primeira que é a remissão dos pecados, isto é, de todos os males que atingem o mundo. Nós espiritualizamos tanto os sacramentos que se acabou no individualismo espiritual, mudando sua finalidade.

É por isso que não crescemos, pois tiramos o vigor do sacramento. O milagre é continuar em nós a missão redentora de Cristo, salvando o mundo. Nós recebemos não só um mandamento de ir evangelizar, mas é a presença de Cristo em nós que continua a evangelização e restauração da pessoa e do mundo.

Por isso é política e social, pois se interessa pela realidade das pessoas. O milagre da Hóstia, que recebemos é mudar as realidades de fome, sofrimento, doença, falta de condição de vida do povo, como bem conhecemos.

Fazendo a diferença

O cristão voltado só para si, ou as Igrejas pensam só para seus interesses, não é como quer Jesus Cristo. Somos do Mal porque o Mal não faz o Bem. Podemos dizer que vemos gente sofrendo e não socorremos, a Missa não é bem celebrada e a comunhão mal recebida.

A diferença que devemos mostrar é milagre da Hóstia que comungamos.

A diferença que devemos mostrar é o milagre da Hóstia que comungamos. Ela, que é Jesus, transforma não só nosso coração, mas também as realidades sofredoras do povo.

O milagre acontece também na cura do mal que está no coração. Por isso vemos que as pessoas boas, sempre têm tempo para a caridade e também procuram tirar o mal do pecado das pessoas e do mundo. Onde não existe o amor, existe o mal. É preciso ir além da devoção à Eucaristia para usar a força transformadora deste milagre.

Padre Luiz Carlos de Oliveira, CSsR

Créditos: www.a12.com

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Maio tem muito a ver com Maria, com Mãe... Voltaremos à “nossa marialidade” ao longo do mês.

Mas, hoje, porém, retomemos a Páscoa. Os discípulos de Emaús (talvez o casal, Seu Cléofas e Dona Maria...) não reconhecem Jesus no surpreendente forasteiro que se lhes torna companheiro.

Por que os discípulos tiveram tanta dificuldade em reconhecer Jesus, a ponto de confundi-lo com jardineiro, pescador, viageiro, até fantasma?

Por que nós encontramos tanta dificuldade em reconhecer Jesus quando a vida veste novas cores e apresenta diferentes sabores?

Creio que sejam dois os motivos para tal relutância. Os discípulos, ao longo da vida pública, reiteradas vezes, haviam conhecido Jesus distorcidamente. Por

isso, agora, não podiam que não reconhecê-lo equivocadamente. Só se re-conhece bem quem bem se conheceu! O segundo motivo está no mistério da encarnação. Jesus, sem deixar de ser Deus, renunciara aos privilégios da divindade (cf. Fl 2,6-8).

Embora o Jesus da história e o Senhor da glória sejam uma e única Pessoa, ao retomar plenamente a expressão de sua divindade, existe nEle algo diferente, um (re) novum (cf. Fl 2,9-11), antes desconhecido. Para saber e saborear é preciso voltar à Palavra que aquece e ilumina (cf. Lc 24,25-27.32), recorrer ao Pão que alimenta e aglutina (cf. Lc 24,30-31).

Este e aquela remetem à comunidade em comunhão, preparando-se para a missão (cf. Lc 24,33-35).

 

Padre Mariano Weizenmann, SCJ

Fonte: http://www.a12.com

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