Jesus ensinou

Por que a importância da humildade na vida e na missão de Cristo Salvador?

Ao iniciar as celebrações da Semana Santa, temos na Missa do Domingo de Ramos uma oração que dá uma razão para os acontecimentos Mistério Pascal de Cristo: “Deus, para dar aos homens um exemplo de humildade, quisestes que o nosso Salvador se fizesse homem e morresse na Cruz. Concedei-nos aprender o ensinamento da Paixão e ressuscitar com Ele em sua glória”.

A razão da Encarnação e da Morte é mostrar a humildade. Percebemos que se trata do fundamental da vida de Jesus. É por esta virtude que temos entrada no Mistério de Cristo.

Por que a importância da humildade na vida e na missão de Cristo Salvador? Jesus veio para nos salvar e nos colocar em comunhão com Deus. E a vida de Deus consiste no amor de mútua entrega e mútuo acolhimento.

Para isso é necessário a humildade. Vemos que este termo vai além dos conceitos que temos de humildade como a virtude que nos abaixa, que nos esconde e reduz. Sair de si é ser grande, pois só nos entregamos quando somos donos de nós mesmos e somos livres de tudo.

Sair de si é ser grande, pois só nos entregamos quando somos donos de nós mesmos e somos livres de tudo.

É o contrário do mal do orgulho que quer tudo para si e colocar tudo a seu serviço. Na Encarnação de Jesus vemos como Ele era o Tudo como Deus e se fez homem humilde e escravo servidor. Não vim para ser servido, mas para servir.

Na Santa Ceia Ele lavou os pés dos apóstolos e disse: “Vós me chamais de Mestre e Senhor e Eu o sou. Se vos lavei os pés, também deveis lavar-vos os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo para que, como Eu vos fiz, também vós o façais (Jo 13,13-15).

Sua morte foi o máximo da humildade, pois foi um serviço. O orgulhoso não serve, serve-se dos outros. A bondade de Jesus é expressão de sua humildade. Não se tratava só de uma virtude, mas de seu Ser Divino. Para acolher Deus, é preciso ter Jesus como exemplo de humildade. Percorrendo os evangelhos podemos ver suas atitudes para com as pessoas, sobretudo para com os humildes e pobres.

Humildade e Ressurreição

Foi no momento máximo de sua humildade que Jesus foi ressuscitado pelo Pai, como lemos em Filipenses: “Humilhou-se e foi obediente até à morte e morte de Cruz. Por isso Deus O exaltou e lhe deu um nome que está acima de todo nome”(Fl 2,8-9) .

Sabemos que os humildes e os mansos herdarão a terra e o Reino dos Céus (Mt 5,1-12). Estes têm uma posteridade que dura para sempre. Ao aceitar Jesus Cristo pela fé e pelos sacramentos, o cristão assume também viver sua mentalidade.

A humildade não era só um modo de agir, mas seu Ser. O amor que pregou não era uma doutrina, era sua vida de relacionamento com o Pai. Por isso tinha um impacto tão grande sobre as pessoas. O amor é humildade. Não há humildade sem amor nem amor sem humildade.

Sua morte foi conseqüência de sua decisão pela humildade. Foi o caminho que o levou a dar a vida em resgate por todos.

Ser pequeno grande

Notamos a dificuldade que a comunidade cristã tem de entender sua vida como entrega de humildade. Por isso vemos as atitudes de orgulho, prepotência, agressividade, falta de diálogo e tantos males que invadem as comunidades e de modo particular os que exercem algum modo de poder.

Esquecemos que todos vamos morrer. Conhecemos em nossas comunidades aqueles humildes que se dedicam com carinho aos fracos, aos doentes, aos pobres.

Conhecemos padres e bispos que são abertos ao povo. Os humildes são os verdadeiramente grandes nas comunidades, pois são um retrato vivo de Jesus.

A espiritualidade cristã deve se fundar nessa atitude de Jesus, para chegar à Ressurreição

 

Fonte: http://www.a12.com

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A Quaresma é um tempo litúrgico muito especial na Igreja de Cristo. Ele nos prepara para a celebração da Páscoa, a principal festa litúrgica cristã, pois nela se celebra a ressurreição de Cristo. Deste modo se tem o prolongamento quaresmal que é o Tempo Pascal.

Historicamente o Tempo da Quaresma intervém três elementos fundamentais:

a) a preparação dos catecúmenos para o batismo na vigília pascal;
b) reconciliação dos penitentes públicos para viverem com a Comunidade;
c) preparação de toda a Comunidade para a grande festa da Páscoa.

 

"A Quaresma carrega, pois, em seu pleno sentido, a conversão tão necessária para todos nós". 

A Quaresma carrega, pois, em seu pleno sentido, a conversão tão necessária para todos nós. A certeza da vida em Cristo, Ele ressuscitado dos mortos é a grande força para todos os que nele creem. Por isso, a Quaresma é liturgicamente batismal. Deste mesmo sentido decorrem a penitência e os jejuns, ou seja, voltados para a conversão pessoal e comunitária.

A reforma conciliar, Sacrosanctum Concilium 109 a 110 nos faz entender que a Quaresma é:

a) um tempo de renovação, de retiro, de conversão;
b) tempo forte de fé na vida da Igreja, na vida dos cristãos e de todas as Comunidades eclesiais;
c) voltamos nossa atenção ao mistério pascal, à passagem do mundo para o Pai;
d) reunimo-nos nos grupos ou em Comunidade para meditar a Palavra e tomar iniciativas favoráveis à vida.

Esse tempo favorável da graça divina nos desperta para revisar nossa vida e nossos propósitos libertadores, como também nossa ação pastoral. Quaresma é tempo propício para mudar a vida da gente.

Padre Ferdinando Mancílio, C.Ss.R., 24 de Março de 2014

 

Fonte: http://www.a12.com/formacao/detalhes/quaresma

 

 

 

 

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Este mês a caminhada de nossa Igreja é marcada pelo tempo da Quaresma.  Não é um tempo de tristeza, mas sim de recolhimento e revisão da nossa vida, para que possamos celebrar os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus na Festa da Páscoa. Para que a Páscoa seja passagem para uma vida nova, precisamos preparar nosso coração e procurar abandonar os hábitos e costumes que nos afastam de Deus e dos irmãos.

Por isso, a Igreja nos propõe três atitudes básicas neste tempo. A primeira delas é a oração: devemos rezar mais, ler e meditar ainda mais a Palavra de Deus para que possamos perceber a vontade do Senhor em nossa vida. A segunda atitude é o jejum, proposto para a Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa, mas que podemos vivenciar também por meio da renúncia de ações ou coisas que atendem apenas aos nossos caprichos e não nos deixam seguir o projeto de Jesus.

A esmola é a terceira atitude. Esta deve ser um fruto do nosso jejum: a renúncia que faço deve resultar em algo positivo para os meus irmãos e irmãs. Por isso, vale o conselho de Jesus: “Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, para que os homens não vejam que tu estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto”. (Mt 6, 17-18). Por isso, o meu jejum deve resultar em um sorriso no rosto, sinal de minha alegria em viver a fé, e também no encontro com o meu próximo, servindo-o em sua necessidade. 

 “Eis o tempo de conversão. Eis o dia da Salvação! Ao Pai voltemos, e juntos andemos. Eis o tempo de conversão!”.

 

Pe. Abdon Dias Guimarães, C.Ss.R.

Pároco

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