Certa vez, um garotinho de cinco anos devia subir um morro, junto com sua irmã mais velha. O menino olhou para cima e desanimou. Não queria subir, por mais que ela insistisse.

Então a irmã, muito esperta, caminhou alguns passos à frente e lhe disse: “Olhe aqui, maninho, descobri um brinquedo ótimo”. Ele foi. Ela pediu: “Dê um passo e olhe o seu rasto como é bonito”. Ele o fez.

A menina deu uns passos para cima, fez os seus rastos e disse: “Pise aqui ao lado para vermos qual dos dois rastos é mais bonito”. O garoto pisou e disse: “O meu está mais bonito”. A garota objetou: “É porque a terra não estava solta no lugar onde eu pisei. Vamos fazer outro teste”.

E assim foram, comparando os rastos e rindo. Depois de um tempo, o irmãozinho disse, surpreso: “Ei! Já chegamos em cima do morro!”

A vocação também é assim. O importante é viver bem o momento presente, porque assim Deus nos abençoa e vai nos mostrando os passos seguintes.

Fonte: www.A12.com 

 

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A Ressurreição do mundo

 

"Enviai, Senhor, o vosso Espírito e 
renovareis a face da terra"

Sempre rezamos: “Enviai, Senhor, o vosso Espírito e renovareis a face da terra”. Normalmente ficamos no aspecto espiritual. O homem, na linguagem da Escritura e mesmo de mitos, foi feito do barro ao qual foi dada a inteligência e a alma espiritual. O ser humano é um todo.

A matéria, mesmo perecível, é animada por uma alma que lhe dá sentido e consistência vital. Graças a Deus, a partir do crescente respeito ao ser humano, também a natureza foi beneficiada. Temos o sentido da preservação da natureza como condição de vida para as pessoas.

Mas há uma dimensão espiritual que pode fundamentar melhor este cuidado. São Paulo nos ensina na carta aos Romanos sobre a vida do Espírito em nós e na natureza: “A criação em expectativa anseia pela revelação dos filhos de Deus. De fato, a criação foi submetida à vaidade – não por seu querer, mas por vontade daquele que a submeteu – na esperança de ela também ser libertada da escravidão da corrupção para entrar na liberdade da glória dos filhos de Deus.” (Rm 8,19-22).

A Ressurreição de Jesus e nossa ressurreição, pelo dom do Espírito, são a base da ecologia que é também espiritual. Por isso podemos dizer que uma vida espiritual só será coerente se preservar também os bens na natureza. O pecado que desequilibra a pessoa tem ressonância na natureza.

Quando a Bíblia, ao narrar a criação do homem, diz: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a” (Gn 1,28). O sentido é dominação para não ter a terra como um deus. Mas podemos entender um lado positivo de cuidar da terra, como lemos mais adiante: “Deus tomou o homem e o colocou no jardim de Éden para cultivá-lo e guardá-lo” (Gn 2,15).

A natureza caminho para Deus

Quando se fala de espiritualidade, há uma tendência de sair da realidade, até com desprezo da natureza, inclusive a humana. Isso contradiz o ensinamento da Escritura que criou tudo na unidade. Essa unidade chega ao máximo na pessoa de Jesus que é Homem-Deus.

 

A natureza é caminho para Deus. Por ela podemos compreender o amor criador do Pai e força redentora da Ressurreição.

A Divindade se uniu à matéria. Esta matéria participa de sua Ressurreição e está glorificada Nele. Por isso, a natureza é caminho para Deus. Por ela podemos compreender o amor criador do Pai e força redentora da Ressurreição.

A Palavra ensina: “Os céus cantam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra de suas mãos” ( ). S. Bernardo dizia que aprendera mais nas plantas do que nos livros. Rezamos nos salmos o quanto as belezas da natureza são motivo de louvor a Deus. No hino das criaturas damos voz a todo o Universo para o louvor a Deus: “Obras do Senhor, bendizei o Senhor….” (Dn 3,57ss).

No salmo 64, depois de louvar a ação de Deus na natureza, explode em grito que resume tudo: “Tudo canta e grita de alegria” (Sl 64,14). A espiritualidade sem a união ao outro e à natureza é “um sino que toca e um címbalo que retine” (1Cor 13,1).

Por causa do homem

O ser humano, como natureza, está unido ao Universo. Com a Ressurreição de Jesus o universo iniciou sua renovação. Ressuscitar com Jesus é integrar-se sempre mais no cuidado do mundo que nos foi confiado. O respeito, promoção e integração da pessoa na vida digna leva consigo a natureza.

Se por causa do pecado do homem a natureza sofre, mesmo que não saibamos explicar, viver na graça é sua redenção. Na Eucaristia a natureza que chora e geme em dores de parto (Rm 8,22), enxuga suas lágrimas e oferece a Deus o pão e o vinho, Corpo e Sangue do Senhor, que são sua ressurreição. Somos chamados a dar ao mundo e a todas as pessoas o direito de amar a Deus

 

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Missa na Casa Santa Marta

Francisco refletiu sobre o exemplo de Nossa Senhora, que preservou o silêncio desde a Anunciação até o Calvário

Da Redação, com Rádio Vaticano

papa francisco_missa   Somente o silêncio guarda o mistério do caminho que o homem cumpre com Deus. Assim disse o Papa Francisco, na homilia na Casa Santa Marta, presidida, nesta sexta-feira, 20. O Santo Padre pediu que Deus nos dê a graça de amar o silêncio, que tem necessidade de ser guardado distante da “publicidade”.

Francisco explicou que, na história da salvação, nem o barulho nem a plateia, mas a sombra e o silêncio são os lugares que Deus escolheu para se manifestar ao homem. As reflexões do Papa vieram especialmente do momento da Anunciação, proposto pelo Evangelho do dia, em particular do trecho em que o anjo diz a Maria que o poder do Altíssimo a “cobrirá com a sua sombra”.

“O Senhor sempre cuidou do mistério e o cobriu. Não fez publicidade do mistério. Um mistério que faz publicidade de si não é cristão, não é o mistério de Deus: é um mistério fingido! A sombra de Deus, na história da vida, ajuda-nos a descobrir o nosso mistério: o nosso mistério do encontro com o Senhor, o nosso mistério do caminho da vida com o Senhor”.

O Santo Padre acrescentou que cada um sabe como Deus trabalha misteriosamente em seu coração, sendo o silêncio a nuvem que cobre o mistério do relacionamento do homem com Deus. “Este mistério que não podemos explicar. Mas quando não há silêncio na nossa vida, o mistério se perde, vai embora. Proteger o mistério com o silêncio! Aquela é a nuvem, aquela é o poder de Deus para nós, aquela é a força do Espírito Santo.

E como perfeito ícone do silêncio, o Papa indicou a Mãe de Jesus, desde o anúncio de sua maternidade até o Calvário. O Pontífice recordou que, muitas vezes, ela não disse o que sentia para proteger o mistério da relação com o seu Filho.

“Era silenciosa, mas dentro do seu coração, quanta coisa dizia ao Senhor! (…) Ela, com o silêncio, cobriu o mistério que não entendia e com este silêncio deixou que este mistério pudesse crescer e florescer na esperança (…) O silêncio é o que protege o mistério. Que o Senhor nos dê a graça de amar o silêncio, de procurá-lo e ter um coração protegido pela nuvem do silêncio”.

Fonte: Arquidiocese de Brasília

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