O Espírito dará testemunho de mim

 

A Ascensão do Senhor tem um sabor de fim de festa como encerramento de uma missão. Não é fim, mas continuação. Jesus promete enviar o Espírito Santo que “ensinará tudo e recordará tudo o que vos disse” para “conduzir à verdade plena” (Jo 14,26;16,13).

Nesse período após Ressurreição encontramos diversas vezes o envio dos discípulos para anunciar e a promessa de estar com eles. Foi o que lhes disse: “Ide e fazei que todas as nações se tornem discípulos... Eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos tempos” (Mt 28,19-20).

A presença de Jesus se dá pelo Espírito Santo. Este é um assunto maravilhoso para nossa vida de fé. Estamos na preparação para vinda do Espírito Santo na festa de Pentecostes. A celebração recorda o primeiro anúncio feito pelos apóstolos que proclamam que Jesus ressuscitou e foi constituído Senhor e Cristo.

E o fazem porque o Espírito Santo prometido vai realizar a transformação do mundo. O Espírito é dado a “toda a carne”, isto é, toda a realidade do mundo. Não é privilégio de ninguém. Ele anima o anúncio que é feito como também abre os corações a acolhê-lo. Como se explicar a conversão se não há uma ação do Pai pelo Espírito?

No dia da Ressurreição Jesus vem e, pondo-se no meio dos discípulos, dá-lhes o Espírito Santo para a total reconciliação do Universo: “Como o Pai me enviou, também Eu os envio. Dizendo isto soprou sobre eles e lhes disse: Recebei o Espírito Santo.

Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos quais não perdoardes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20,19-22). Somente a partir do Espírito Santo é que podemos fazer o anúncio da Ressurreição de Jesus. O primeiro a dar testemunho de Jesus é o Espírito Santo.

Vós dareis testemunho de mim

 

Para vir ao mundo o Pai enviou o Filho que tomou a natureza humana. Jesus faz do mesmo modo para o anúncio do Evangelho.

Jesus diz que os discípulos darão testemunho Dele (Jo 15,26). Para vir ao mundo o Pai enviou o Filho que tomou a natureza humana. Jesus faz do mesmo modo para o anúncio do Evangelho.

Assume os discípulos com a presença do Espírito Santo. O Divino e o Humano estão sempre juntos. É o tempo de o Espírito realizar sua missão de anúncio através dos discípulos. Jesus, em sua oração sacerdotal, reza por aqueles que hão de crer Nele: “Não rogo somente por eles, mas pelos que, por meio de sua Palavra, crerão em Mim” (Jo 17,20).

Esse testemunho dos apóstolos é acompanhado pelo testemunho do Espírito Santo. A força da pregação não está na grandeza do anúncio, e sim, na força do Espírito presente e atuante. Age em união com Jesus: “Quando vier o Espírito da Verdade, Ele vos conduzirá à verdade plena, pois não falará de si mesmo, mas dirá tudo o tiver ouvido e vos anunciará as coisas futuras” (Jo 16,13).

O Espírito Santo mantém a unidade do anunciador com Jesus: “E vós também dareis testemunho, pois estais comigo desde o começo” (Jo, 15,27). A força da Palavra está também na união do discípulo com Jesus. Lenho verde O Pastor ferido pela morte é um prenúncio da vida de quem se dedica ao Evangelho.

Vemos na Igreja que os pregadores autênticos do Evangelho sofreram a perseguição e até mesmo a morte por causa da Palavra. Ao subir para o Calvário disse: “Se assim fazem com o lenho verde (Jesus), o que acontecerá com o seco? (discípulos) (Lc,23,31).

Percorrendo a história vemos quantos mártires deram o testemunho total! Vivemos também a fragilidade humana no ministério. Continuamos pecadores. Quem testemunha Jesus não precisa ser impecável, mas deve estar em processo de conversão permanente. Somos os primeiros ouvintes de nossa palavra. Que o Espírito nos purifique.

 

Padre Luiz Carlos de Oliveira, CSsR

Fonte: http://www.a12.com

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O título que Jesus mais se atribui, ao longo dos Evangelhos, é o de Filho do Homem. Em vários cursos e retiros perguntei aos participantes se já invocaram o Senhor sob este título. (Quase) Ninguém, até agora.

O Evangelho do Domingo passado, o do Bom Pastor, brinda-nos com nova surpresa: Jesus, Porta! Você já rezou para Cristo Porta? Claro que não! Mas vale a pena conferir se já não o fez, ainda que não formal ou explicitamente...

O título de Bom Pastor é unanimidade nas Igrejas cristãs e na oração de seus fiéis. Deus já fora reconhecido e proclamado tal pelo Povo de Israel. Quem não lembra e não se emociona com a simplicidade, a beleza e a profundidade do Sl 23 (22),1-4? O texto de 1Pd 5,4 apresenta Jesus como o (Archipóimenos), supremo Pastor, Pastor arquétipo, de referência, de critério.

Não fugi da Porta, não! A “Porta” viva da linguagem bíblica equivale ao Melhor Pastor que é também o Perfeito Anfitrião. Veja se não é isso que afirma o mesmo Sl 23(22),5-6. A imagem da “Porta” conjuga “Pastor” e “Anfitrião”. Os pastores do tempo de Jesus reuniam seus rebanhos num grande curral com várias repartições ou vários redis. A repartição tinha entrada, mas não porta. O pastor é que se deitava na entrada e fazia de porta/proteção para seu rebanho. A esta defesa, garantia e certeza é que Jesus se equipara. Ele é a Porta! Outra forma de dizer Pastor arquetípico ou perfeito Anfitrião.

Isso nos leva ao pastoreio ou à pastoral de hoje, em que cada vocação tem sua missão. Oremos pelas vocações! Jesus, melhor Pastor a nos conduzir e perfeito Anfitrião a nos reunir, abençoa-nos! Nossa Senhora do Sim e das Vocações, respalda nossas orações!

 

Padre Mariano Weizenmann, SCJ
Aleteia

Fonte: www.a12.com

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Jesus “fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza” (cf. 2Cor  8,9).

Estamos em plena Quaresma, tempo favorável para a conversão e mudança de vida: “É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação” (2Cor 6,2b).

O Papa Francisco, na sua Mensagem para a Quaresma deste ano, oferece-nos preciosas pistas para o caminho pessoal, comunitário e social de conversão. Como motivo inspirador de sua Mensagem, o Papa escolheu a seguinte frase da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios: Jesus “fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza” (2Cor 8,9).

Pelo Mistério da Encarnação, Jesus Cristo, “o Filho eterno de Deus, igual ao Pai em poder e glória, fez-Se pobre; desceu ao nosso meio, aproximando-se de cada um de nós; despojou-se, ‘esvaziou-se’, para Se tornar em tudo semelhante a nós (cf. Fl 2,7; Hb 4,15)”. Numa frase contundente, São Paulo assim expressa este amor infinito de Deus em seu Filho pela humanidade: “Aquele que não cometeu pecado, Deus o fez pecado por nós” (2Cor 5,21), para que nele tenhamos o perdão e a reconciliação.

 

"Este é o grande apelo da Quaresma: acabar com a nossa miséria material, moral e espiritual, a fim de experimentarmos a alegria de sermos perdoados pelo amor de Deus".  

O Papa Francisco pergunta: “Em que consiste então esta pobreza com a qual Jesus nos liberta e torna ricos? É precisamente o seu modo de nos amar, o seu aproximar-Se de nós como fez o Bom Samaritano com o homem abandonado meio morto na beira da estrada (cf. Lc 10,25-37). Aquilo que nos dá verdadeira liberdade, verdadeira salvação e verdadeira felicidade é o seu amor de compaixão, de ternura e de partilha. A pobreza de Cristo, que nos enriquece, é Ele fazer-Se carne, tomar sobre Si as nossas fraquezas, os nossos pecados, comunicando-nos a misericórdia infinita de Deus. A pobreza de Cristo é a maior riqueza”.

Queridos irmãos e irmãs: este é o grande apelo da Quaresma: acabar com a nossa miséria material, moral e espiritual, a fim de experimentarmos a alegria de sermos perdoados pelo amor de Deus. Se nós somos criaturas saídas das mãos amorosas do Pai, porém, devemos confessar, humilde e sinceramente, que todos nós erramos e pecamos. Como diz o apóstolo João: “Se dissermos que não temos pecado, estamos enganando a nós mesmos, e a verdade não está em nós” (1Jo 1,8).

Dentro da temática da Campanha da Fraternidade deste ano (Tema: “Fraternidade e Tráfico Humano”), devemos pedir perdão a Deus pela chaga social do tráfico das pessoas humanas, por todas as vezes que somos omissos e indiferentes diante deste mal que aflige a nossa sociedade. Quantos se deixam subjugar pelo álcool, pela droga, pelo jogo, pela pornografia! Se, pois, examinamos a vida das nossas famílias, quantas vezes aí reinam a discórdia, a infidelidade, a prepotência, a falta de diálogo! Quantas crianças e adolescentes sem voz! Quantos idosos sem lugar! Quantos ataques aos valores fundamentais do tecido familiar e da própria convivência social! Também no que diz respeito à nossa fé vivida em comunidade: são tantas as vezes que não contribuímos para tornar nossa Igreja uma verdadeira família de discípulos missionários do Senhor Jesus!

Sim, meus irmãos e irmãs: precisamos de um profundo exame de consciência e, batendo no peito, dizer, de coração aberto: “Ó Deus, tem piedade de nós, conforme a tua misericórdia; no teu grande amor cancela o nosso pecado. Lava-nos de toda a nossa culpa, e purifica-nos de nosso pecado” (cf. Sl 51[50],1-2). Se muitas vezes naufragamos por causa do pecado, perdendo o verdadeiro sentido da vida, que a misericórdia de Deus venha em nosso socorro para que, em Cristo crucificado e ressuscitado, reencontremos o porto da vida e da paz (cf. Lc 15).

 

"A experiência da misericórdia de Deus é vivida particularmente no Sacramento da Confissão ou da Reconciliação".

A experiência da misericórdia de Deus é vivida particularmente no Sacramento da Confissão ou da Reconciliação. Este Sacramento nos convida à conversão, nos renova na santidade e nos reconcilia com Deus e com nossos irmãos e irmãs, pois, “não devemos esquecer que a reconciliação com Deus tem como consequências, por assim dizer, outras reconciliações capazes de remediar outras rupturas ocasionadas pelo pecado: o penitente perdoado reconcilia-se consigo mesmo, no íntimo mais profundo de seu ser, recuperando a própria verdade interior; reconcilia-se com os irmãos que, de alguma maneira, ofendeu e feriu; reconcilia-se com a Igreja; e reconcilia-se com toda a criação” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1469b).

Durante este tempo de Quaresma, muitas das nossas comunidades organizam celebrações penitenciais em preparação ao Mistério da Páscoa que se aproxima, quando vários sacerdotes se dispõem para atender a confissão dos penitentes. Quando participamos do Sacramento da Confissão, como é salutar e enriquecedor ouvir a voz do Pai que nos diz: “Este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado!” (Lc 15,24).

Peçamos que a graça do Espírito Santo fortaleça nossos propósitos para mudar de vida e deixar que a graça de Deus que é derramada em nós no Sacramento da Confissão não seja recebida em vão (cf. 2Cor6,1). Que Deus nos torne misericordiosos e agentes de misericórdia.

Queridos irmãos e irmãs: suplico ao Bom Deus que cada um e cada uma de nós percorra frutuosamente o itinerário quaresmal, libertando-nos do pecado e vivendo plenamente “a liberdade para qual Cristo nos libertou” (cf. Gl 5,1). 

Dom Vicente Costa  - Diocese de Jundiaí (SP)

www.a12.com

 

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A Quaresma é um tempo litúrgico muito especial na Igreja de Cristo. Ele nos prepara para a celebração da Páscoa, a principal festa litúrgica cristã, pois nela se celebra a ressurreição de Cristo. Deste modo se tem o prolongamento quaresmal que é o Tempo Pascal.

Historicamente o Tempo da Quaresma intervém três elementos fundamentais:

a) a preparação dos catecúmenos para o batismo na vigília pascal;
b) reconciliação dos penitentes públicos para viverem com a Comunidade;
c) preparação de toda a Comunidade para a grande festa da Páscoa.

 

"A Quaresma carrega, pois, em seu pleno sentido, a conversão tão necessária para todos nós". 

A Quaresma carrega, pois, em seu pleno sentido, a conversão tão necessária para todos nós. A certeza da vida em Cristo, Ele ressuscitado dos mortos é a grande força para todos os que nele creem. Por isso, a Quaresma é liturgicamente batismal. Deste mesmo sentido decorrem a penitência e os jejuns, ou seja, voltados para a conversão pessoal e comunitária.

A reforma conciliar, Sacrosanctum Concilium 109 a 110 nos faz entender que a Quaresma é:

a) um tempo de renovação, de retiro, de conversão;
b) tempo forte de fé na vida da Igreja, na vida dos cristãos e de todas as Comunidades eclesiais;
c) voltamos nossa atenção ao mistério pascal, à passagem do mundo para o Pai;
d) reunimo-nos nos grupos ou em Comunidade para meditar a Palavra e tomar iniciativas favoráveis à vida.

Esse tempo favorável da graça divina nos desperta para revisar nossa vida e nossos propósitos libertadores, como também nossa ação pastoral. Quaresma é tempo propício para mudar a vida da gente.

Padre Ferdinando Mancílio, C.Ss.R., 24 de Março de 2014

 

Fonte: http://www.a12.com/formacao/detalhes/quaresma

 

 

 

 

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Este mês a caminhada de nossa Igreja é marcada pelo tempo da Quaresma.  Não é um tempo de tristeza, mas sim de recolhimento e revisão da nossa vida, para que possamos celebrar os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus na Festa da Páscoa. Para que a Páscoa seja passagem para uma vida nova, precisamos preparar nosso coração e procurar abandonar os hábitos e costumes que nos afastam de Deus e dos irmãos.

Por isso, a Igreja nos propõe três atitudes básicas neste tempo. A primeira delas é a oração: devemos rezar mais, ler e meditar ainda mais a Palavra de Deus para que possamos perceber a vontade do Senhor em nossa vida. A segunda atitude é o jejum, proposto para a Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa, mas que podemos vivenciar também por meio da renúncia de ações ou coisas que atendem apenas aos nossos caprichos e não nos deixam seguir o projeto de Jesus.

A esmola é a terceira atitude. Esta deve ser um fruto do nosso jejum: a renúncia que faço deve resultar em algo positivo para os meus irmãos e irmãs. Por isso, vale o conselho de Jesus: “Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, para que os homens não vejam que tu estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto”. (Mt 6, 17-18). Por isso, o meu jejum deve resultar em um sorriso no rosto, sinal de minha alegria em viver a fé, e também no encontro com o meu próximo, servindo-o em sua necessidade. 

 “Eis o tempo de conversão. Eis o dia da Salvação! Ao Pai voltemos, e juntos andemos. Eis o tempo de conversão!”.

 

Pe. Abdon Dias Guimarães, C.Ss.R.

Pároco

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Quaresma é tempo especial de parar, de entrar no silêncio de nosso coração, para vermos com clareza o que é essencial em nossa caminhada cristã.

Mais uma vez Deus nos dá a oportunidade para uma revisão profunda de nossa vida, para uma nova arrancada, para uma verdadeira conversão do coração, enfim, para sermos atingidos pela experiência redentora de Jesus Cristo.

Só pela oração e pela luz do Espírito Santo, seremos capazes de escolher o que é melhor para agradar a Deus e para sermos livres e felizes. A Quaresma é um período de esforço especial em nosso caminho espiritual. Para bem assumirmos esse caminho é necessário ouvir a voz de Deus e amá-Lo sobre todas as coisas.

Deus não impõe nada. Ele propõe, pois respeita a nossa liberdade e a nossa escolha. Jesus sempre dizia: “se queres seguir-me, se queres ser meu discípulo, toma a tua cruz…”

Quem dera que durante a Quaresma ouvíssemos a voz do Senhor, que nos convida a sermos fiéis a seus mandamentos, tidos não como obstáculo, mas como sinais indicando o caminho, como luz para facilitar o percurso de nossa peregrinação na fé e na esperança.

Amar a Deus verdadeiramente é ouvir solicitamente a sua voz,a sua palavra, conhecer e viver segundo Sua vontade. Com efeito, “Se alguém me ama, guardará a minha palavra… Quem não me ama, não guarda as minhas palavras” (Jo 14, 23-24).

 

"Cada novo dia é preciso escolher o caminho a ser percorrido. O melhor é aquele que nos leva diretamente ao coração de Deus". 

Cada novo dia é preciso escolher o caminho a ser percorrido. O melhor é aquele que nos leva diretamente ao coração de Deus, o melhor lugar para aprendermos a ser fiéis à sua Vontade, para renovar a nossa decisão de fidelidade incondicional ao Deus que nos enche de sua vida e de seu amor.

Os exercícios quaresmais nos ajudem a fazer escolhas acertadas nas coisas pequenas e grandes da vida. Tenhamos a ousadia de renunciar a tudo o que nos impede de viver os desígnios de Deus em nossa vida e nos caminhos de nossa missão.

O valor do nosso amanhã depende da qualidade do nosso hoje. Melhorar a qualidade de nosso amor a Deus e ao próximo seja o maior desafio desta Quaresma.

Não é fácil ser fiel aos compromissos cristãos na vida cotidiana, deixar espaço ao silêncio interior e à oração. Grande é a tentação de colocar de lado o que a liturgia quaresmal propõe para uma preparação eficaz para a Páscoa do Senhor.

Cada ano, o Senhor convida-nos a nos prepararmos para as festas pascais com o coração purificado, entregues à oração mais assídua e à prática da caridade fraterna, intensificando a vivência dos sacramentos, libertando-nos do egoísmo e de outras paixões desordenadas.

O jejum e a abstinência que praticamos, quebrando nosso orgulho, são convites a imitarmos a misericórdia divina e a partilharmos nosso pão com os mais necessitados. Pela penitência ainda, o Senhor quer corrigir nossas más inclinações, elevar nossos sentimentos, frutificar nosso espírito fraterno e garantir-nos a recompensa eterna.

Enfim, a liturgia quaresmal recomenda que nos aproximemos do sacramento da reconciliação, pois, através deste sacramento, pelo poder do Espírito Santo, o Senhor estabeleceu para a Igreja, santa e pecadora, uma segunda tábua de salvação depois do batismo. Converter-se e crer no Evangelho leva-nos a viver como filhas e filhos da luz. 

Por Dom Nelson Westrupp, scj
Bispo Diocesano de Santo André

Fonte: http://www.a12.com/formacao/detalhes/atingidos-pela-experiencia-redentora-de-cristo

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Uma das práticas que a Igreja nos incentiva a realizar na Quaresma é a oração e a reflexão.

Depois da Quarta-feira de Cinzas seguimos por quarenta dias onde vamos ao encontro com o Senhor.

Neste período de 40 dias, a Igreja se une ao mistério de Jesus no deserto. Para dom Eurico dos Santos Veloso, Arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG) a quaresma, desde o início do cristianismo, é um tempo especial de orientação à todos os católicos para preparar a Páscoa numa vida sóbria, com orações mais intensas e com gestos de penitência e caridade. “Mais do que simples preparação para a Páscoa, a Quaresma é tempo de grande convocação para que toda a Igreja se deixe purificar do velho fermento para ser uma massa nova, levedada pela verdade”, disse Dom Eurico.

 

"A Quaresma coloca a Igreja bem solidária à paixão de Cristo e solidária também à paixão da humanidade".

Dom Eurico disse ainda que é um tempo favorável de nos convertermos ao projeto de Deus, ouvindo e acolhendo sua Palavra sempre viva e eficaz, que nos faz retomar a opção fundamental de nossa fé feita no Batismo. “A Quaresma nos chama à reconciliação, à mudança de vida, a assumir a busca da humanidade inteira por libertação, justiça, dignidade, reconciliação e paz”, afirmou. Ele lembra ainda que a Quaresma coloca a Igreja bem solidária à paixão de Cristo e solidária também à paixão da humanidade, que sofre sem rumo, uns oprimindo, outros sendo oprimidos.“Assim como carregamos as culpas uns dos outros, carregamos também o sofrimento nosso e alheio, pois somos um só corpo e, como no corpo humano, o que afeta um membro, afeta todo o corpo”.

Dom Eurico termina suas palavras dizendo que a Quaresma tem o sentido maior de fazer-nos redimir as nossas faltas e também as faltas de toda a humanidade.É o sentido da solidariedade e, através dela, a preparação dos caminhos de um mundo melhor, mais fraterno, em direção à Ressurreição.

Fonte: http://www.a12.com/formacao/detalhes/o-sentido-da-quaresma-convite-a-oracao-e-reflexao 

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