Jesus recomendou que rezássemos intensamente ao “Senhor da messe”, para que envie operários à sua messe (cf Lc 10,2). A oração pelas vocações e para os serviços da missão da Igreja deve ser constante, e não apenas em algumas ocasiões.

Entretanto, aqui no Brasil, o mês de agosto é dedicado à especial oração pelas vocações aos ministérios, serviços e a vida consagrada na Igreja. A falta ou a escassez dessas vocações tornaria difícil a realização da missão da Igreja. Por aí entendemos a insistência de Jesus: “pedi ao Senhor da messe...”

"A falta ou a escassez dessas vocações tornaria difícil a realização da missão da Igreja. Por aí entendemos a insistência de Jesus: 'pedi ao Senhor da messe...'".

Mas o Concílio Vaticano II nos lembra, de maneira oportuna, na Constituição Dogmática Lumen Gentium (cap. 5º), que todos os filhos da Igreja têm uma vocação em comum: a vocação à santidade. Esta vem do próprio batismo e da adesão de fé ao Evangelho. No final do sermão da montanha, tendo ensinado o caminho das bem-aventuranças e do verdadeiro culto que se deve prestar a Deus, Jesus recomenda: “sede, pois, perfeitos como também vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48).

Deus nos chama “a sermos santos e imaculados diante dele no amor” (cf Ef 1,4). Esta santidade, mais do que uma conquista de nossos esforços, é um dom que já recebemos “de graça”, com o Batismo, quando nos tornamos “filhos de Deus”. A filiação divina e a comunhão com Deus são o “estado de santidade”, recebido graças à redenção realizada por Jesus Cristo.

Nós recebemos o Espírito Santo, ou “Espírito de santidade”, que nos capacita a levarmos vida santa; por isso os batizados, ajudados pela graça de Deus, devem cultivar a santidade recebida e crescer nela através das atitudes e comportamentos coerentes com esse dom. Devem viver “como convém a santos”, recomenda o Apóstolo (Ef 5,3). “Como escolhidos de Deus, santos e amados, revesti-vos de sentimentos de carinhosa compaixão, bondade, humildade, mansidão, longanimidade” (Cl 3,12), para, assim, produzir os “frutos do Espírito para a santificação” (cf.Gál 5,22).

Santidade e pecado continuam marcando nossa vida, enquanto estamos neste mundo. Somos marcados por fraquezas e sujeitos ao pecado e temos a necessidade de recorrer continuamente à misericórdia divina, pedindo o perdão. Isso, porém, não impede que cresça em santidade quem se renova na graça de Deus. Só não progride quem se entrega conscientemente aos caminhos do pecado e não os abandona.

"As vocações autênticas são, ao mesmo tempo, animadas pelo desejo e a disposição para viver a santidade".

Todos os cristãos, de qualquer estado de vida, são chamados a progredir na caridade e na plenitude da vida cristã. E a santidade do povo de Deus expande-se no meio da comunidade humana, com abundantes frutos de virtude. O verdadeiro santo nunca beneficia apenas a si mesmo, mas à inteira comunidade humana na qual está inserido. Por aí entendemos bem a palavra de São João Paulo II, em Florianópolis: “o Brasil precisa de muitos santos!”

As vocações, na Igreja, não são para suprir a “mão de obra” para a realização da missão, nem podem ser escolhas para passar comodamente a vida: são caminhos especiais de santificação e para a realização da única e básica vocação de todos os batizados: a santidade. As vocações autênticas são, ao mesmo tempo, animadas pelo desejo e a disposição para viver a santidade.

No mês de agosto, rezemos para ter uma consciência sempre mais clara da nossa altíssima vocação: ser santos. Havendo maior desejo e busca da santidade entre todos os batizados, também haverá mais vocações sacerdotais, religiosas, laicais e consagradas de todos os carismas.

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo

Fonte: www.A12.com

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Significação das coisas

No mês de agosto refletimos sobre as vocações. Um dos temas é a vocação religiosa na vivência dos votos de pobreza, castidade e obediência. Somente sendo pobres é que os religiosos podem abrir o coração (castidade) e se colocarem a serviço (obediência). Trata-se de sair de si para conhecer mais o Senhor e viver para os necessitados.

A razão de ser religioso, entre outras, é ser testemunhas para o povo de Deus das realidades futuras, de modo particular para os leigos. Leigo não é aquele que não entende do assunto, mas o que não faz parte do clero ou dos consagrados.

Ser testemunha é viver já agora o que se espera. Se não faz isso, não se cumpre a missão. Na história da espiritualidade aconteceu que eclesiásticos e religiosos passaram a ser o modelo acabado de santidade.

Os leigos eram considerados de nível espiritual inferior. Com isso que era difícil a vida de santidade no mundo. Não é ser religioso ou padre que santifica, mas a opção pelo Evangelho. Temos que compreender que os leigos são cristãos de primeira categoria.

O Concílio acentuou a santidade do povo de Deus. Há um modo próprio de os leigos viverem a santidade. Vivem a pobreza quando não transformam a riqueza como sua única preocupação, mas enriquecem os outros praticando a caridade, colocando suas capacidades para que os bens do mundo se desenvolvam e todos sejam beneficiados.

Nem muito ricos, nem muito pobres. Os bens se multiplicarão na medida em que foram partilhados. A pobreza dos leigos é santificar o mundo. Santificar não é jogar água benta, mas conduzir as realidades o bem da vida de todos. Deste modo os leigos participam da obra criadora de Deus: “Crescei e multiplicai-vos, enchei a terra e dominai-a” (Gn 1,28). Dominar significa conquistar para todos e para a glória de Deus.

Condutores do universo

Falar de pobreza, não quer dizer por a mão no bolso, mas sim, por as mãos na grande consagração do universo e em sua destinação primeira que é, como nos ensina Jesus, estar a serviço.

No desapego dos bens, conduzimos tudo à redenção. A pobreza do Cristo o fez Redentor.

O mundo é o altar de Deus onde se sacrificam as vítimas espirituais. Este sacerdócio é exercido através das boas obras. Paulo ensina: “Exorto-vos a que ofereçais vossos corpos como hóstia viva, santa e agradável a Deus: este é o vosso culto espiritual” (Rm 12,1).

O corpo, nossa carne, está unido a toda a criação. O texto de Paulo sobre a libertação do universo (Rm 8,20-22) ensina que o ser humano é o sacerdote que conduz o mundo à união a Deus. Todas as coisas participam da função de dar glória a Deus. O pão e o vinho são natureza criada e se transformam, pelo Espírito, no Corpo e sangue de Cristo. No desapego dos bens, conduzimos tudo à redenção. A pobreza do Cristo o fez Redentor.

Em nome de Deus

No mistério da pobreza que é a ação de Deus que nos une a Cristo pobre, agimos em nome de Deus Pai, pois nos confiou este universo. Podemos pensar que somos um nada e o mundo é imenso. Como ousamos exercer essa função? Para Deus não existe nada pequeno nem grande. Deus se manifestou na pequenez de Cristo.

É preciso ser rico com a pobreza de Cristo que redimiu o universo.

A missão de conduzir o mundo a Deus só existe quando nos fazemos pequenos e despojados, mesmo tendo bens. Por mais que resolvamos todos os males da pobreza social, a pobreza mística continua sendo a vida de todo o homem e mulher. É preciso ser rico com a pobreza de Cristo que redimiu o universo.

Esta é nossa rica missão: ser pobres para Deus. A santidade é aberta a todos. Todos podem ser santos, cada um na sua condição, diz Santo Afonso.

Fonte: www.A12.com

 

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Certa vez, um garotinho de cinco anos devia subir um morro, junto com sua irmã mais velha. O menino olhou para cima e desanimou. Não queria subir, por mais que ela insistisse.

Então a irmã, muito esperta, caminhou alguns passos à frente e lhe disse: “Olhe aqui, maninho, descobri um brinquedo ótimo”. Ele foi. Ela pediu: “Dê um passo e olhe o seu rasto como é bonito”. Ele o fez.

A menina deu uns passos para cima, fez os seus rastos e disse: “Pise aqui ao lado para vermos qual dos dois rastos é mais bonito”. O garoto pisou e disse: “O meu está mais bonito”. A garota objetou: “É porque a terra não estava solta no lugar onde eu pisei. Vamos fazer outro teste”.

E assim foram, comparando os rastos e rindo. Depois de um tempo, o irmãozinho disse, surpreso: “Ei! Já chegamos em cima do morro!”

A vocação também é assim. O importante é viver bem o momento presente, porque assim Deus nos abençoa e vai nos mostrando os passos seguintes.

Fonte: www.A12.com 

 

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Seminário Maior Arquidiocesano de Brasília Nossa Senhora de Fátima realiza Encontro Vocacional para homens, neste domingo, 06/04, a partir das 08h.

O evento é oferecido todo primeiro domingo de cada mês e auxilia os rapazes no discernimento da vocação.

Venha participar!

 

Informações:
Local: Seminário Maior Arquidiocesano Nossa Senhora de Fátima
Endereço: QI 17 - Lago sul
Telefone: (61) 3563-1018 / 3366-9904;
E-mail:  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Site: http://www.seminariomaiordebrasilia.com.br

Por Gislene Ribeiro

Fonte: Arquidiocese de Brasília 

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