Nesta quinta-feira, 2 de outubro, a Igreja celebra a memória dos Santos Anjos da Guarda. E em sua homilia pela manhã na Casa Santa Marta, o Papa Francisco proferiu sobre esta celebração, discorrendo que os anjos da guarda existem, e não são uma doutrina fantasiosa, mas companheiros que Deus colocou ao nosso lado, no caminho de nossa vida.

Francisco falou que as leituras de hoje apresentam duas imagens: o anjo e o menino. E que Deus colocou um anjo ao nosso lado para nos proteger, pois, se alguém aqui acredita que pode caminhar sozinho, se engana muito, cai no erro da soberba, acreditando ser grande e autossuficiente.

“Todos nós, segundo a tradição da Igreja, temos um anjo conosco, que nos guarda, nos faz ouvir as coisas. Quantas vezes ouvimos ‘Deveria fazer isso, assim não, tenho que ficar atento...’ Muitas vezes! É a voz do nosso companheiro de viagem. Temos que nos assegurar que ele nos levará até o fim de nossa vida com seus conselhos, temos que dar ouvidos à sua voz, não nos rebelar, pois a rebelião, o desejo de ser independente, todos nós temos isso: é a soberba”, comenta o Papa. 

E prosseguindo, ele disse que ninguém caminha sozinho e nenhum de nós pode pensar que está só, porque temos sempre “este companheiro”:

“E quando nós não queremos ouvir seus conselhos, dizemos ‘vai embora’! Expulsar o companheiro de caminho é perigoso, porque nenhum homem ou mulher pode aconselhar a si mesmo. O Espírito Santo me aconselha, o anjo me aconselha. O Pai disse “Eu mando um anjo diante de ti para guardar-te, para te acompanhar no caminho, para que não erres”.

Findando seu discurso, o Pontífice questionou: 

“Hoje eu pergunto: como está minha relação com o meu anjo da guarda? Eu o escuto? Digo-lhe ‘bom dia’, lhe peço para velar meu sono, falo com ele? Peço conselhos? O anjo está ao meu lado!”.

 

Oração do Anjo da Guarda

“Anjo do Senhor, que por ordem da piedosa providência Divina, sois meu guardião, guardai-me neste dia (tarde ou noite); iluminai meu entendimento; dirigi meus afetos; governai meus sentimentos para que eu jamais ofenda ao Deus e Senhor. Amém.”

Santos Anjos da Guarda, rogai por nós!

 

 

 

 

Por Monasa Narjara, com informações do Vaticano

 

 

Fonte: http://www.arquidiocesedebrasilia.org.br/noticias.php?cod=2419

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Dialogando em uma videoconferência com os estudantes da Schola Occurentes, o Papa Francisco incentiva os jovens a "sonhar" e "criar" e, ao mesmo tempo, a ouvir a sabedoria dos mais velhos.

 

Comunicar e transmitir experiências para superar as discriminações e os preconceitos. Esta é a mensagem que o Papa Francisco lançou no seu encontro com os participantes da reunião mundial dos diretores da rede de ensino "Scholas Occurrentes", uma organização com sede no Vaticano.

Durante a audiência realizada esta tarde na Sala do Sínodo, o Santo Padre realizou um diálogo em vídeo-conferência com cinco estudantes de cinco continentes diferentes.

Em conexão com um jovem da Austrália, Francisco falou sobre a cultura do encontro, mencionando uma de suas metáforas mais recorrentes, a de "construir pontes", em vez de levantar muros; isso, explicou o Pontífice, pode ser feito em primeiro lugar “comunicando experiências”.

Comunicar significa antes de tudo dizer "sim à vida", ser generosos, ter "respeito" e "evitar todos os tipos de discriminação". Aos meninos, que têm "muito no coração", o Papa pediu para "seguir em frente", para que "outros se inspirem e escutar dos outros o que dizem”. E acrescentou: "gosto do que vocês dizem e fazem”.

Conversando com um israelense, o Santo Padre falou de forma mais explícita do sagrado e de como os jovens sejam particularmente hábeis em comunicar "a identidade da sua própria religião", mesmo "em diferentes idiomas".

Com um jovem da Turquia, Francisco focou no diálogo inter-religioso, dizendo explicitamente: "os jovens não querem a guerra, querem a paz", convidando-os a proclamar isso sem medo.

Diante das dúvidas, muitas vezes angustiantes, em relação ao amanhã, disse: "Vocês sabem onde está o futuro? Está no coração, está em sua mente e está em suas mãos! Se você sente bem, se você pensa bem e se – com as suas mãos – segue adiante, com este pensar bem e este sentimento bom, o futuro será melhor”.

Para tornar melhor o futuro da humanidade, os jovens devem ter tanto "asas" como "raízes": asas para "voar", "sonhar" e "criar"; "raízes" que se aprofundem na sabedoria dos anciãos e dos maiores. “O futuro está nas suas mãos. Peguem-no para que seja melhor”, disse.

Depois foi a vez do estudante da África do Sul ao qual o Papa recordou o nascimento de Scholas Occurrentes acontecido em Buenos Aires, com a intenção de "construir pontes entre as escolas" na diocese histórica de Bergoglio.

Fiel aos três "pilares fundamentais" (educação, esporte e cultura), Scholas é um exemplo de como é possível "comunicar", "mostrar" e "compartilhar" seus próprios valores. O esporte, por exemplo, “ensina a jogar em equipe" e "salva do egoísmo".

Respondendo a uma pergunta de um estudante de Salvador, o Papa recordou que, além de boa comunicação, há também uma comunicação "que destrói" que impulsiona as pessoas na defensiva, educando assim à cultura da guerra e não ao trabalho em equipe.

O Papa exortou também os jovens a se defender "daqueles que querem 'atomizar-vos’ e tirar a força do grupo”.

Em conclusão, Francisco lançou um apelo: "Não tenhas medo! Siga adiante. Construam pontes de paz. Joguem em equipe e façam o futuro melhor, mas lembrem-se que o futuro está nas vossas mãos. Sonhem o futuro voando, mas não se esqueçam da herança cultural, sapiencial e religiosa que os anciãos vos deixaram. Pra frente, com coragem! Construam o futuro!”.

 

Roma, 04 de Setembro de 2014 (Zenit.org) Luca Marcolivio

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Em um encontro realizado na Praça de São Pedro nesta terça-feira no Vaticano com 50 mil coroinhas provenientes da Alemanha, Áustria e Suíça, o Papa Francisco explicou que Deus quer pessoas que sejam totalmente livres e que sempre façam o bem, como o fez a Virgem Maria ao aceitar o plano divino e ser a mãe de Jesus.

Assim o indicou o Santo Padre no encontro com os coroinhas que participam de uma peregrinação cujo tema é “Livres! Porque é lícito fazer o bem!”, inspirado no Evangelho de São Mateus. Com eles, indica a Rádio Vaticano, o Papa rezou as vésperas e lhes dirigiu umas palavras em alemão.

“As palavras de São Paulo que escutamos, tomadas da Carta aos Gálatas, chamam nossa atenção. O tempo se cumpriu, diz Paulo. Agora Deus realiza a sua obra decisiva. Aquilo que Ele quis dizer aos homens sempre –e o fez através das palavras dos profetas–, o manifesta com um sinal evidente”.

O Papa Francisco ressaltou logo que “Deus nos mostra que Ele é o bom Pai. E como o faz? Através da encarnação de seu Filho, que se torna como um de nós. Através deste homem concreto de nome Jesus, podemos entender aquilo que Deus quer verdadeiramente. Ele quer pessoas humanas livres, a fim de que se sintam como filhas de um bom Pai”.

“Para realizar esse desígnio, Deus precisa somente de uma pessoa humana. Precisa de uma mulher, uma mãe, que coloque o Filho no mundo. Ela é a Virgem Maria, que honramos com essa celebração vespertina. Maria foi totalmente livre. Em sua liberdade disse sim. Ela fez o bem para sempre. Desta maneira serve a Deus e aos homens. Imitemos seu exemplo, se queremos saber aquilo que Deus espera de nós seus filhos”.

Perguntas

Respondendo depois a algumas perguntas dos presentes, o Papa alentou a organizar-se, programar as coisas de modo equilibrado e ressaltou que “a nossa vida é feita de tempo e o tempo é dom de Deus, portanto é necessário empregá-lo em ações boas e frutuosas”.

“Talvez muitos adolescentes e jovens percam muitas horas em coisas inúteis: chatear na Internet ou com os telefones, com as ‘novelas’, com os produtos do progresso tecnológico que deveriam simplificar e melhorar a qualidade de vida, mas que pelo contrário distraem a atenção daquilo que realmente é importante”, alertou.

O Santo Padre exortou os jovens a falarem do amor de Jesus não só em suas paróquias, mas sobretudo fora delas: "os jovens têm um papel particular, falar de Jesus a seus coetâneos não só na paróquia, mas sobretudo aos de fora. Com a sua coragem, entusiasmo e espontaneidade, podem chegar mais facilmente à mente e ao coração daqueles que se distanciaram do Senhor. Muitos adolescentes e jovens da idade de vocês têm uma imensa necessidade de ouvir que Jesus os ama e perdoa".

Fonte: www.A12.com

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Na primeira viagem oficial, o Papa Francisco desembarcou no Brasil no dia 22 de julho de 2013, um segunda-feira, e ficou até o domingo (28) para a extensa programação da 28aJornada Mundial da Juventude, realizada no Rio de Janeiro.

Desde a sua chegada até o embarque para a Itália, Papa Francisco surpreendeu. Seja pelo carro simples, pelo vidro aberto, ou pelas mensagens nos discursos e gestos de carinho com as pessoas nas ruas, principalmente com as crianças.

Assim que desembarcou na Base Aérea do Rio de Janeiro, Sua Santidade foi recebida pela presidente Dilma Rousseff e pelo Arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta. Na comitiva, que veio do Vaticano, estava dom João Braz de Aviz, Arcebispo Emérito de Brasília. Ele acompanhou o Papa em todos os eventos oficiais. Logo no primeiro dia, o Papa percorreu as ruas do Rio de Janeiro e causou uma comoção enorme ao fazer questão de cumprimentar todos que o saudavam.

No fim do dia, fez seu primeiro discurso. E com frases marcantes, pediu licença para entrar no coração de cada brasileiro. Entre as declarações, destacam-se:

“Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo!”;“Cristo ‘bota fé’ nos jovens e confia-lhes o futuro de sua própria causa: ‘Ide, fazei discípulos’. Ide para além das fronteiras do que é humanamente possível e criem um mundo de irmãos”; e"Aprendi que para ter acesso ao povo brasileiro é preciso ingressar pela porta de seu imenso coração. Permitam-se que nessa hora eu possa bater delicadamente a essa porta".

Com estas lindas palavras, o Papa Francisco iniciou uma semana inesquecível e comovente tanto para os que participaram “in loco” como para os milhares de brasileiros que acompanhavam tudo pela TV.

Na terça-feira (23), o Papa ficou na residência de Sumaré, onde descansou. Enquanto isso, dom Orani Tempesta fazia a abertura oficial da JMJ 2013, na praia de Copacabana, com a presença estimada de 400 mil pessoas. A celebração começou após a chegada da Cruz Peregrina e do Ícone de Nossa Senhora, símbolos da jornada que peregrinou por todo o país, durante os últimos dois anos. "Vivemos este tempo forte de peregrinação. Jesus Cristo é sempre atual, sobretudo para os jovens que buscam a verdade, a justiça e a paz", disse o arcebispo do RJ.

No dia seguinte, 24, o Papa Francisco saiu do Rio de Janeiro e foi à Aparecida (SP), onde celebrou sua primeira missa no Brasil. Na homilia, disse que os cristãos devem observar três posturas: manter a esperança, deixar-se ser surpreendido por Deus e viver na alegria.

“Quantas dificuldades na vida de cada um, no nosso povo, nas nossas comunidades, mas, por maiores que possam parecer, Deus nunca deixa que sejamos submergidos”, lembrou o pontífice.

Ao final da missa, dom Raymundo Damasceno, presenteou o Papa com uma réplica da imagem de Nossa Senhora Aparecida. Papa Francisco rezou a consagração à Nossa Senhora e saiu em procissão até a saída da basílica, onde cumprimentou alguns dos 150 mil fiéis presentes e prometeu voltar em 2017, quando completa-se 300 anos da aparição da imagem de Nossa Senhora. Em seguida, voltou à capital carioca. Lá, inaugurou uma ala do Hospital São Francisco, destinada ao tratamento de dependentes químicos. No discurso, falou como é preciso agir.

"É necessário enfrentar os problemas que estão na raiz no uso das drogas, promovendo uma maior justiça, educando os jovens para os valores que constroem a vida comum, acompanhando quem está em dificuldade e dando esperança para o futuro".

Vários ex-dependentes químicos deram seus testemunhos e receberam uma benção especial do pontífice.

No quarto dia de visita, o Papa Francisco abençoou as bandeiras olímpicas, já que tanto as Olimpíadas como as Paraolimpíadas serão realizadas na cidade, em 2016. Um dos pontos altos do dia, veio logo em seguida: a visita à comunidade de Varginha, no Complexo de Manguinhos, na zona norte do Rio. Várias pessoas foram tocadas, abraçadas e abençoadas.  Durante a visita, ele também entrou na casa de alguns moradores, um momento único e muita emoção. Mais uma vez, o Papa tocou todos com suas lindas palavras:

“A realidade pode mudar, o homem pode mudar. Procurem ser vocês os primeiros a praticar o bem, a não se acostumarem ao mal, mas a vencê-lo”.

À tarde, encontrou-se com jovens argentinos e no fim do dia, chegou a Copacabana, percorreu um trecho da orla de papamóvel, quando voltou a cumprimentar muitos fiéis, em especial as crianças, e chegou ao palco principal, onde abriu oficialmente a Jornada Mundial da Juventude.

 

“Nesta semana, o Rio se torna o centro da Igreja, o seu coração vivo e jovem, pois vocês responderam com generosidade e coragem ao convite que Jesus lhes fez de permanecerem com Ele, de serem seus amigos”, discursou.

 

 

Na sexta-feira, deu início a sua agenda atendendo a confissão de cinco jovens, cada um representando um continente. As confissões foram realizadas no Parque da Quinta da Boa Vista, onde também foi realizada a Feira Vocacional da JMJ. Depois, recebeu jovens detentos na sede da Arquidiocese do Rio de Janeiro, rezou o Angelus e mandou uma mensagem especial em comemoração ao Dia dos Avós, data comemorada em várias partes do mundo.

“Como os avós são importantes na vida da família, para comunicar o patrimônio de humanidade e de fé que é essencial para qualquer sociedade! E como é importante o encontro e o diálogo entre as gerações, principalmente dentro da família”.

À noite, seguiu para a Praia de Copacabana, para acompanhar a Via Sacra, que foi encenada por cerca de 300 pessoas. Cada uma das 14 estações era composta por uma reflexão ligada à juventude, como por exemplo, “jovem convertido, “jovem das redes sociais”, “jovem missionário”, etc. Depois dos atos, o Papa discursou e mais uma vez, com sábias palavras, conseguiu transmitir uma mensagem atual e jovem para cerca de 1,5 milhão de pessoas. Entre vários trechos importantes, está esse sobre a Cruz de Cristo:  

“(...) O que foi que a Cruz deixou naqueles que a viram, naqueles que a tocaram? O que deixa em cada um de nós? Deixa um bem que ninguém mais pode nos dar: a certeza do amor inabalável de Deus por nós (...)”.

O penúltimo dia do Papa no Brasil iniciou-se com uma missa celebrada na Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro.  A celebração reuniu sacerdotes, seminaristas e religiosos que atuaram na JMJ, na qual falou sobre vocação. E, durante o encontro, mandou o recado:

“Jesus fez assim com os seus discípulos: não os manteve colados a si, como uma galinha com os seus pintinhos; Ele os enviou! Não podemos ficar encerrados na paróquia, nas nossas comunidades quando há tanta gente esperando o Evangelho”!

Depois, o Papa foi recebido por centenas de pessoas, entre representantes da sociedade civil, líderes políticos e intelectuais, no Teatro Municipal. Lá, fez um discurso que se centrou na necessidade de diálogo para se alcançar o crescimento da sociedade.

No início da noite de sábado, ele  foi à abertura da Vigília na Praia de Copacabana. Os jovens prepararam apresentações, testemunhos de fé e a cada ato, construíam uma parte de uma igreja na área central do palco, representando a Porciúncula – uma igreja restaurada por São Francisco de Assis, na Itália, considerada um dos lugares mais sagrados para a ordem franciscana.

Em seu discurso, o Papa fez mais um chamamento aos jovens, pedindo que todos ouvissem o que o Senhor tem para falar e enfatizou que todos fazem parte da Igreja, que são construtores da Igreja e protagonistas da História:

“(...) Vocês são o campo da fé! Vocês são os atletas de Cristo! Vocês são os construtores de uma Igreja mais bela e de um mundo melhor. Elevemos o olhar para Nossa Senhora. Ela nos ajuda a seguir Jesus, nos dá o exemplo com o seu 'sim' a Deus: 'Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua Palavra' (Lc1,38). Também nós o dizemos a Deus, juntos com Maria: faça-se em mim segundo a Tua palavra”.

No domingo, último dia da jornada, o Papa voltou à Copacabana para celebrar a Missa de Envio – evento de encerramento . Mais de 3 milhões de pessoas assistiram à missa, algo inédito no país. Com atenção, o Papa ouviu os agradecimentos de Dom Orani Tempesta e do Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Dom Stanislaw Rilko, que enfatizaram a disposição e carinho do Papa por ter assumido o compromisso que antes era de Bento XVI. Em seu penúltimo discurso, deixou uma mensagem aos jovens do mundo inteiro:

“Queridos jovens, regressando às suas casas, não tenham medo de ser generosos com Cristo, de testemunhar o seu Evangelho!”.

Ao final do discurso, ele anunciou a próxima sede da JMJ, em 2016. Será na Cracóvia, na Polônia. O anúncio deixou os jovens muito felizes, por ter sido a cidade onde o beato João Paulo II havia sido arcebispo. Até lá, João Paulo II já terá sido santificado,  motivo pelo qual a próxima jornada também promete ser um sucesso.

Antes de embarcar para o Vaticano, o Papa Francisco ainda se reuniu com o Comitê de Coordenação do Celam (Conselho Episcopal Latino Americano) e com parte dos jovens que foram voluntários na JMJ2013. Nesse evento, no Riocentro, ele agradeceu a dedicação e empenho de todos.

“Com os sorrisos de cada um de vocês, com a gentileza, com a disponibilidade ao serviço, vocês provaram que há maior alegria em dar do que em receber”, concluiu.

Em seguida, foi para a Base Aérea do RJ, onde se despediu de todos e partiu:

“Agradeço, enfim, a todas as pessoas que, de um modo ou de outro, souberam acudir as necessidades de acolhida e gestão de uma multidão imensa de jovens, sem esquecer de tantas pessoas que, no silêncio e na simplicidade, rezaram para que esta Jornada Mundial da Juventude fosse uma verdadeira experiência de crescimento na fé. Que Deus recompense a todos, como só Ele sabe fazer!”.

Sem dúvida, esse foi um dos momentos mais marcantes da história e, para os católicos, uma esperança de que a Igreja pode ser renovada com a força da juventude, atuando em diversas frentes e pastorais. Até a Cracóvia, em 2016!

Fonte: Arquidiocese de Brasília

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Este mês de julho foi e está sendo atípico para todo o mundo e especialmente para nós brasileiros. Tivemos a alegria de sediar  a Copa  2014. Foram dias de alegria e confraternização.

O Papa Francisco por ocasião da abertura dos jogos enviou  mensagem sobre a Copa do Mundo aos brasileiros. Eis sua mensagem:

“Queridos amigos,

É com grande alegria que me dirijo a vocês todos, amantes do futebol, por ocasião da abertura da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

A minha esperança é que, além de festa do esporte, esta Copa do Mundo possa tornar-se a festa da solidariedade entre os povos. Isso supõe, porém, que as competições futebolísticas sejam consideradas por aquilo que no fundo são: um jogo e ao mesmo tempo uma ocasião de diálogo, de compreensão, de enriquecimento humano recíproco. O esporte não é somente uma forma de entretenimento, mas também - e eu diria, sobretudo - um instrumento para comunicar valores que promovem o bem da pessoa humana e ajudam na construção de uma sociedade mais pacífica e fraterna. Se, para uma pessoa melhorar, é preciso um “treino” grande e continuado, quanto mais esforço deverá ser investido para alcançar o encontro e a paz entre os indivíduos e entre os povos “melhorados”! É preciso “treinar” tanto…”

Terminado esse momento, realmente de muita confraternização e  grandes expectativas, tudo tende a voltar à vida normal. Muitas atividades interrompidas ou adiadas entrarão na pauta do dia. Na vida da igreja, também não é diferente. Nossas pastorais seguem com seus projetos, celebrações e reuniões com pastorais e movimentos.

Aqui em nossa paróquia, estamos às voltar com os preparativos da quermesse que vai acontecer esse ano, nos dias 08 e 09 de agosto. A mesma foi transferida devido aos jogos da Copa que iniciaram e junho e terminaram agora em julho.

Contamos com a presença e participação de todos os paroquianos, parentes e amigos. Acredito que será como sempre, um momento de encontro e confraternização.  E a renda da mesma será destinada para a continuidade das reformas e manutenção da igreja e de todo seu complexo paroquial.

Como tambem aconteceu em todos os seguimentos da sociedade, nossas atividades recomeçaram mais cedo, como: a catequese, reunioes das pastorais, retomada do conselho pastoral e outras que fazem parte do nosso dia a dia.

Que a mãe do Perpetuo Socorro  e seu Filho Jesus, abencoe e proteja a todos nós, dando nos saude e muita paz.

Pe. Abdon Dias Guimaraes, CSsR

-Pároco-

 

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Mais do que falar do Evangelho, é indispensável vivenciá-lo no dia a dia, procurando ser a carta viva de Deus para o mundo, a partir da Boa Nova de Jesus, no seu imperativo: “Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês.” (Mt 28, 19-20), dando importância à seguinte frase, tão antiga quanto emblemática: “As palavras comovem e os exemplos arrastam”.

O melhor exemplo e testemunho são oriundos do Papa Francisco, ao visitar à ilha de Lampedusa um ano atrás, exemplo este que foi acompanhado atentamente pelo mundo inteiro. Neste domingo, 06/07/2014, por ocasião do primeiro aniversário desta viagem histórica, o Eminente Cardeal Antônio Maria Vegliò, presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, visitou, em nome do Papa Francisco, a ilha de Lampedusa. Qual é o significado desta sua viagem para o Pontifício conselho, para a Igreja e para o mundo?

Claro que é inquestionável este momento de oração e simbolismo, de importância incomensurável, para recordar o Papa Francisco, no gesto magnânimo, na sua visita espiritual e pastoral a Lampedusa, que do íntimo de seu coração externou: Regressar “espiritualmente” ao Mediterrâneo para “chorar com quantos estão na dor” e para “lançar as flores da oração de sufrágio pelas mulheres, os homens e as crianças que são vítimas de um drama que parece não ter fim”.

A Eucaristia deste domingo em Agrigento (Ilha de Lampedusa) é o “momento culminante” de várias manifestações que pretendem recordar o primeiro aniversário da visita do Papa Francisco, “recordar milhares de vítimas que perderam a vida no mar, diante da ilha e também para refletir sobre o papel de Lampedusa como coração do Mediterrâneo”. A mensagem Papal quer assinalar o primeiro aniversário da sua visita à ilha italiana, a qual é tida pelos imigrantes e refugiados africanos, como local estratégico, no sentido de fixarem-se na Europa. O lamentável e a enorme dor do Sucessor de Pedro é a “lógica da indiferença” perante os naufrágios que continuam a acontecer no Mediterrâneo.

Os imigrantes pagaram e continuam a pagar um preço alto pelo direito à própria dignidade. São vítimas daquilo que o Papa Francisco chama de “globalização da indiferença” ou, pior ainda, da “cultura do descartável”. A fim de evitar que mais pobres e desesperados continuem a morrer, perseguindo o sonho de uma vida melhor, é necessário que o ser humano mude a mentalidade e se abra “à cultura do acolhimento e da solidariedade”.

O lamentável e a enorme dor do Sucessor de Pedro é a “lógica da indiferença” perante os naufrágios que continuam a acontecer no Mediterrâneo.

No aniversário de sua visita a Lampedusa (08/07/2013), o Sumo Pontífice foi representado pelo presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, cardeal Antônio Maria Vegliò, o qual aceitou prontamente o convite que lhe foi feito por Dom Francesco Montenegro, arcebispo de Agrigento, de “rezar por todas as vítimas dos naufrágios”, na intenção de um modo pedagógico “sensibilizar a comunidade eclesial e a opinião pública para a realidade dolorosa dos imigrantes e dos refugiados”. O Sumo Pontífice em sua mensagem falou da lógica da hospitalidade e da partilha, a fim de tutelar e promover a dignidade e a centralidade de cada ser humano.

O Papa Francisco sonha com um mundo verdadeiramente de irmãos, que parafraseando Dom Helder Câmara, evidencia-se no “Espírito de Deus, que envia sonhos ao homem! Não sonhos enganosos, alienados e alienantes. Envia sonhos, belos sonhos que, amanhã, se transformem em realidade!”. Assim seja!

Fonte: www.A12.com

 

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O Papa Francisco publicou no domingo passado (8) a mensagem para o Dia Mundial das Missões 2014. A publicação foi divulgada pela Sala de Imprensa da Santa Sé neste sábado (14).

No texto, o Santo Padre afirma que todos são chamados “a alimentar a alegria da evangelização” e que a missão a todas as gentes “ad gentes” é uma “grande urgência” e deve traduzir a natureza da Igreja “em saída”.

O Dia Mundial das Missões será celebrado no dia 19 de Outubro.

Leia a mensagem na íntegra:

Queridos irmãos e irmãs! Ainda hoje há tanta gente que não conhece Jesus Cristo. Por isso, continua a revestir-se de grande urgência a missão ad gentes, na qual são chamados a participar todos os membros da Igreja, pois esta é, por sua natureza, missionária: a Igreja nasceu «em saída». O Dia Mundial das Missões é um momento privilegiado para os fiéis dos vários Continentes se empenharem, com a oração e gestos concretos de solidariedade, no apoio às Igrejas jovens dos territórios de missão. Trata-se de uma ocorrência permeada de graça e alegria: de graça, porque o Espírito Santo, enviado pelo Pai, dá sabedoria e fortaleza a quantos são dóceis à sua ação; de alegria, porque Jesus Cristo, Filho do Pai, enviado a evangelizar o mundo, sustenta e acompanha a nossa obra missionária. E, justamente sobre a alegria de Jesus e dos discípulos missionários, quero propor um ícone bíblico que encontramos no Evangelho de Lucas (cf. 10, 21-23).

1. Narra o evangelista que o Senhor enviou, dois a dois, os setenta e dois discípulos a anunciar, nas cidades e aldeias, que o Reino de Deus estava próximo, preparando assim as pessoas para o encontro com Jesus. Cumprida esta missão de anúncio, os discípulos regressaram cheios de alegria: a alegria é um traço dominante desta primeira e inesquecível experiência missionária. O Mestre divino disse-lhes: «Não vos alegreis, porque os espíritos vos obedecem; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos no Céu. Nesse mesmo instante, Jesus estremeceu de alegria sob a ação do Espírito Santo e disse: “Bendigo-te, ó Pai (…)”. Voltando-se, depois, para os discípulos, disse-lhes em particular: “Felizes os olhos que vêem o que estais a ver”» (Lc 10, 20-21.23). As cenas apresentadas por Lucas são três: primeiro, Jesus falou aos discípulos, depois dirigiu-Se ao Pai, para voltar de novo a falar com eles. Jesus quer tornar os discípulos participantes da sua alegria, que era diferente e superior àquela que tinham acabado de experimentar.

2. Os discípulos estavam cheios de alegria, entusiasmados com o poder de libertar as pessoas dos demónios. Jesus, porém, recomendou-lhes que não se alegrassem tanto pelo poder recebido, como sobretudo pelo amor alcançado, ou seja, «por estarem os vossos nomes escritos no Céu» (Lc 10, 20). Com efeito, fora-lhes concedida a experiência do amor de Deus e também a possibilidade de o partilhar. E esta experiência dos discípulos é motivo de jubilosa gratidão para o coração de Jesus. Lucas viu este júbilo numa perspectiva de comunhão trinitária: «Jesus estremeceu de alegria sob a ação do Espírito Santo», dirigindo-Se ao Pai e bendizendo-O. Este momento de íntimo júbilo brota do amor profundo que Jesus sente como Filho por seu Pai, Senhor do Céu e da Terra, que escondeu estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelou aos pequeninos (cf. Lc 10, 21). Deus escondeu e revelou, mas, nesta oração de louvor, é sobretudo a revelação que se põe em realce. Que foi que Deus revelou e escondeu? Os mistérios do seu Reino, a consolidação da soberania divina de Jesus e a vitória sobre satanás. Deus escondeu tudo isto àqueles que se sentem demasiado cheios de si e pretendem saber já tudo. De certo modo, estão cegos pela própria presunção e não deixam espaço a Deus. Pode-se facilmente pensar em alguns contemporâneos de Jesus que Ele várias vezes advertiu, mas trata-se de um perigo que perdura sempre e tem a ver connosco também. Ao passo que os «pequeninos» são os humildes, os simples, os pobres, os marginalizados, os que não têm voz, os cansados e oprimidos, que Jesus declarou «felizes». Pode-se facilmente pensar em Maria, em José, nos pescadores da Galileia e nos discípulos chamados ao longo da estrada durante a sua pregação.

3. «Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado» (Lc 10, 21). Esta frase de Jesus deve ser entendida como referida à sua exultação interior, querendo «o teu agrado» significar o plano salvífico e benevolente do Pai para com os homens. No contexto desta bondade divina, Jesus exultou, porque o Pai decidiu amar os homens com o mesmo amor que tem pelo Filho. Além disso, Lucas faz-nos pensar numa exultação idêntica: a de Maria. «A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador» (Lc 1, 46-47). Estamos perante a boa Notícia que conduz à salvação. Levando no seu ventre Jesus, o Evangelizador por excelência, Maria encontrou Isabel e exultou de alegria no Espírito Santo, cantando o Magnificat. Jesus, ao ver o bom êxito da missão dos seus discípulos e, consequentemente, a sua alegria, exultou no Espírito Santo e dirigiu-Se a seu Pai em oração. Em ambos os casos, trata-se de uma alegria pela salvação em ato, porque o amor com que o Pai ama o Filho chega até nós e, por obra do Espírito Santo, envolve-nos e faz-nos entrar na vida trinitária.

O Pai é a fonte da alegria. O Filho é a sua manifestação, e o Espírito Santo o animador. Imediatamente depois de ter louvado o Pai – como diz o evangelista Mateus – Jesus convida-nos: «Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve» (Mt 11, 28-30). «A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 1). De tal encontro com Jesus, a Virgem Maria teve uma experiência totalmente singular e tornou-se «causa nostrae laetitiae». Os discípulos, por sua vez, receberam a chamada para estar com Jesus e ser enviados por Ele a evangelizar (cf. Mc 3, 14), e, feito isso, sentem-se repletos de alegria. Porque não entramos também nós nesta torrente de alegria?

4. «O grande risco do mundo atual, com a sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 2). Por isso, a humanidade tem grande necessidade de dessedentar-se na salvação trazida por Cristo. Os discípulos são aqueles que se deixam conquistar mais e mais pelo amor de Jesus e marcar pelo fogo da paixão pelo Reino de Deus, para serem portadores da alegria do Evangelho. Todos os discípulos do Senhor são chamados a alimentar a alegria da evangelização. Os bispos, como primeiros responsáveis do anúncio, têm o dever de incentivar a unidade da Igreja local à volta do compromisso missionário, tendo em conta que a alegria de comunicar Jesus Cristo se exprime tanto na preocupação de O anunciar nos lugares mais remotos como na saída constante para as periferias de seu próprio território, onde há mais gente pobre à espera.

Em muitas regiões, escasseiam as vocações ao sacerdócio e à vida consagrada. Com frequência, isso fica-se a dever à falta de um fervor apostólico contagioso nas comunidades, o que faz com as mesmas sejam pobres de entusiasmo e não suscitem fascínio. A alegria do Evangelho brota do encontro com Cristo e da partilha com os pobres. Por isso, encorajo as comunidades paroquiais, as associações e os grupos a viverem uma intensa vida fraterna, fundada no amor a Jesus e atenta às necessidades dos mais carecidos. Onde há alegria, fervor, ânsia de levar Cristo aos outros, surgem vocações genuínas, nomeadamente as vocações laicais à missão. Na realidade, aumentou a consciência da identidade e missão dos fiéis leigos na Igreja, bem como a noção de que eles são chamados a assumir um papel cada vez mais relevante na difusão do Evangelho. Por isso, é importante uma adequada formação deles, tendo em vista uma acção apostólica eficaz.

5. «Deus ama quem dá com alegria» (2 Cor 9, 7). O Dia Mundial das Missões é também um momento propício para reavivar o desejo e o dever moral de participar jubilosamente na missão ad gentes. A contribuição monetária pessoal é sinal de uma oblação de si mesmo, primeiramente ao Senhor e depois aos irmãos, para que a própria oferta material se torne instrumento de evangelização de uma humanidade edificada no amor. Queridos irmãos e irmãs, neste Dia Mundial das Missões, dirijo o meu pensamento a todas as Igrejas locais: Não nos deixemos roubar a alegria da evangelização! Convido-vos a mergulhar na alegria do Evangelho e a alimentar um amor capaz de iluminar a vossa vocação e missão. Exorto-vos a recordar, numa espécie de peregrinação interior, aquele «primeiro amor» com que o Senhor Jesus Cristo incendiou o coração de cada um; recordá-lo, não por um sentimento de nostalgia, mas para perseverar na alegria. O discípulo do Senhor persevera na alegria, quando está com Ele, quando faz a sua vontade, quando partilha a fé, a esperança e a caridade evangélica.

A Maria, modelo de uma evangelização humilde e jubilosa, elevemos a nossa oração, para que a Igreja se torne uma casa para muitos, uma mãe para todos os povos e possibilite o nascimento de um mundo novo.

Créditos: http://a12.com

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Cultura do encontro

Nosso querido Papa Francisco já divulgou a mensagem aos comunicadores, por ocasião do 48ª edição do Dia Mundial das Comunicações Sociais, que será em 1º de Junho de 2014. O tema da reflexão é "Comunicação ao serviço de uma autêntica cultura do encontro". Leia a íntegra da mensagem no site do Vaticano.

O papa destaca que as novas tecnologias fazem com que as distancias se tornem cada vez menores, e que por isso, estamos cada vez mais próximos. Porém, “dentro da humanidade, permanecem divisões, e às vezes muito acentuadas. Os níveis globais vêem a distância escandalosa que existe entre o luxo dos mais ricos e a miséria dos mais pobres”, adverte.

O conselho de Francisco é de que sejamos capazes de usar os mass media para a construção de um renovado sentido de unidade da família humana, que nos faça mais solidários. “Uma boa comunicação ajuda-nos a estar mais perto e a conhecer-nos melhor entre nós, a ser mais unidos”.

É o que ele chama de Cultura do Encontro. Como discípulos de Jesus, a exemplo, do bom samaritano devemo-nos fazer próximos, e assim sermos bons comunicadores. “Não basta circular pelas «estradas» digitais, isto é, simplesmente estar conectados: é necessário que a conexão seja acompanhada pelo encontro verdadeiro. Não podemos viver sozinhos, fechados em nós mesmos. Precisamos amar e ser amados. Precisamos de ternura”.

Atentos às palavras do Papa Francisco possamos fazer, a diferença no mundo digital, promovendo a cultura do encontro, do cuidado e do amor.

 

Pe. Abdon Dias Guimares, C.Ss.R.

Pároco

 

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Francisco enfatizou a importância de ir à Missa aos domingos para receber o Corpo de Cristo que nos salva e une ao Pai


A Eucaristia foi o foco do Papa Francisco, na audiência geral desta quarta-feira, 5, na Praça São Pedro. O Pontífice segue com o ciclo de catequeses sobre os sacramentos, destacando que a Eucaristia está no coração da iniciação cristã, junto ao batismo e à crisma.

O Papa descreveu o cenário da Missa: o altar, a toalha, a cruz que indica o sacrifício oferecido por Cristo naquele altar. Trata-se de um momento em que Pão e Palavra se tornam um só, como na Última Ceia, quando todas as palavras de Jesus se concentraram em seu gesto de partir o pão e oferecer o cálice. “O gesto de Jesus, na Última Ceia, é de extremo agradecimento ao Pai por Seu amor e Sua misericórdia”.

O Santo Padre ressaltou ainda que a Celebração da Eucaristia é mais que um simples banquete, constitui a memória do sacrifício de Cristo. E memória é mais que uma simples recordação. “Quer dizer que, cada vez que recebemos esse sacramento, participamos da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. A Eucaristia constitui o vértice da ação da salvação de Deus”.

Dessa forma, acrescentou o Papa, é possível experimentar, já na terra, a comunhão com o Pai. Ele destacou a grandeza do sacramento da Eucaristia, o que ratifica a importância de ir à Missa aos domingos.

“Nunca agradeceremos demais ao Senhor pelo dom que nos fez com a Eucaristia. É um dom muito grande, por isso é muito importante ir à Missa aos domingos, não somente para rezar, mas para receber a comunhão, este Pão que é o Corpo de Cristo e que nos salva, perdoa, nos une ao Pai. É bonito fazer isso!”

E todo esse caminho de fé começa na primeira comunhão. Por isso, Francisco defendeu a importância de uma boa preparação das crianças para receberem este sacramento, que é o primeiro passo da pertença a Cristo, junto ao batismo e à crisma.

Por Jéssica Marçal 

Fonte: Canção Nova

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O Papa Francisco divulgou, nesta quinta-feira (16), a mensagem para o 51º Dia Mundial de Oração pelas Vocações. A celebração terá como tema Vocações, testemunho da verdade e será realizada no próximo dia 11 de maio, durante o IV Domingo de Páscoa.

Acompanhe a mensagem na íntegra.

 

 

Mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações

Vocações, testemunho da verdade

 

Amados irmãos e irmãs!

1. Narra o Evangelho que «Jesus percorria as cidades e as aldeias (…) Contemplando a multidão, encheu-Se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor. Disse, então, aos seus discípulos: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe”» (Mt 9, 35-38). Estas palavras causam-nos surpresa, porque todos sabemos que, primeiro, é preciso lavrar, semear e cultivar, para depois, no tempo devido, se poder ceifar uma messe grande. Jesus, ao invés, afirma que «a messe é grande». Quem trabalhou para que houvesse tal resultado? A resposta é uma só: Deus. Evidentemente, o campo de que fala Jesus é a humanidade, somos nós. E a ação eficaz, que é causa de «muito fruto», deve-se à graça de Deus, à comunhão com Ele (cf. Jo 15, 5). Assim a oração, que Jesus pede à Igreja, relaciona-se com o pedido de aumentar o número daqueles que estão ao serviço do seu Reino. São Paulo, que foi um destes «colaboradores de Deus», trabalhou incansavelmente pela causa do Evangelho e da Igreja. Com a consciência de quem experimentou, pessoalmente, como a vontade salvífica de Deus é imperscrutável e como a iniciativa da graça está na origem de toda a vocação, o Apóstolo recorda aos cristãos de Corinto: «Vós sois o seu [de Deus] terreno de cultivo» (1 Cor 3, 9). Por isso, do íntimo do nosso coração, brota, primeiro, a admiração por uma messe grande que só Deus pode conceder; depois, a gratidão por um amor que sempre nos precede; e, por fim, a adoração pela obra realizada por Ele, que requer a nossa livre adesão para agir com Ele e por Ele.

2. Muitas vezes rezamos estas palavras do Salmista: «O Senhor é Deus; foi Ele quem nos criou e nós pertencemos-Lhe, somos o seu povo e as ovelhas do seu rebanho» (Sal 100/99, 3); ou então: «O Senhor escolheu para Si Jacob, e Israel, para seu domínio preferido» (Sal 135/134, 4). Nós somos «domínio» de Deus, não no sentido duma posse que torna escravos, mas dum vínculo forte que nos une a Deus e entre nós, segundo um pacto de aliança que permanece para sempre, «porque o seu amor é eterno!» (Sal 136/135, 1). Por exemplo, na narração da vocação do profeta Jeremias, Deus recorda que Ele vigia continuamente sobre a sua Palavra para que se cumpra em nós. A imagem adotada é a do ramo da amendoeira, que é a primeira de todas as árvores a florescer, anunciando o renascimento da vida na Primavera (cf. Jr 1, 11-12). Tudo provém d’Ele e é dádiva sua: o mundo, a vida, a morte, o presente, o futuro, mas – tranquiliza-nos o Apóstolo – «vós sois de Cristo e Cristo é de Deus» (1 Cor 3, 23). Aqui temos explicada a modalidade de pertença a Deus: através da relação única e pessoal com Jesus, que o Batismo nos conferiu desde o início do nosso renascimento para a vida nova. Por conseguinte, é Cristo que nos interpela continuamente com a sua Palavra, pedindo para termos confiança n’Ele, amando-O «com todo o coração, com todo o entendimento, com todas as forças» (Mc 12, 33). Embora na pluralidade das estradas, toda a vocação exige sempre um êxodo de si mesmo para centrar a própria existência em Cristo e no seu Evangelho. Quer na vida conjugal, quer nas formas de consagração religiosa, quer ainda na vida sacerdotal, é necessário superar os modos de pensar e de agir que não estão conformes com a vontade de Deus. É «um êxodo que nos leva por um caminho de adoração ao Senhor e de serviço a Ele nos irmãos e nas irmãs» (Discurso à União Internacional das Superioras Gerais, 8 de Maio de 2013). Por isso, todos somos chamados a adorar Cristo no íntimo dos nossos corações (cf. 1 Pd 3, 15), para nos deixarmos alcançar pelo impulso da graça contido na semente da Palavra, que deve crescer em nós e transformar-se em serviço concreto ao próximo. Não devemos ter medo: Deus acompanha, com paixão e perícia, a obra saída das suas mãos, em cada estação da vida. Ele nunca nos abandona! Tem a peito a realização do seu projeto sobre nós, mas pretende consegui-lo contando com a nossa adesão e a nossa colaboração.

3. Também hoje Jesus vive e caminha nas nossas realidades da vida ordinária, para Se aproximar de todos, a começar pelos últimos, e nos curar das nossas enfermidades e doenças. Dirijo-me agora àqueles que estão dispostos justamente a pôr-se à escuta da voz de Cristo, que ressoa na Igreja, para compreenderem qual possa ser a sua vocação. Convido-vos a ouvir e seguir Jesus, a deixar-vos transformar interiormente pelas suas palavras que «são espírito e são vida» (Jo 6, 63). Maria, Mãe de Jesus e nossa, repete também a nós: «Fazei o que Ele vos disser!» (Jo 2, 5). Far-vos-á bem participar, confiadamente, num caminho comunitário que saiba despertar em vós e ao vosso redor as melhores energias. A vocação é um fruto que amadurece no terreno bem cultivado do amor uns aos outros que se faz serviço recíproco, no contexto duma vida eclesial autêntica. Nenhuma vocação nasce por si, nem vive para si. A vocação brota do coração de Deus e germina na terra boa do povo fiel, na experiência do amor fraterno. Porventura não disse Jesus que «por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13, 35)?

4. Amados irmãos e irmãs, viver esta «medida alta da vida cristã ordinária» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31) significa, por vezes, ir contra a corrente e implica encontrar também obstáculos, fora e dentro de nós. O próprio Jesus nos adverte: muitas vezes a boa semente da Palavra de Deus é roubada pelo Maligno, bloqueada pelas tribulações, sufocada por preocupações e seduções mundanas (cf. Mt 13, 19-22). Todas estas dificuldades poder-nos-iam desanimar, fazendo-nos optar por caminhos aparentemente mais cômodos. Mas a verdadeira alegria dos chamados consiste em crer e experimentar que o Senhor é fiel e, com Ele, podemos caminhar, ser discípulos e testemunhas do amor de Deus, abrir o coração a grandes ideais, a coisas grandes. «Nós, cristãos, não somos escolhidos pelo Senhor para coisas pequenas; ide sempre mais além, rumo às coisas grandes. Jogai a vida por grandes ideais!» (Homilia na Missa para os crismandos, 28 de Abril de 2013). A vós, Bispos, sacerdotes, religiosos, comunidades e famílias cristãs, peço que orienteis a pastoral vocacional nesta direção, acompanhando os jovens por percursos de santidade que, sendo pessoais, «exigem uma verdadeira e própria pedagogia da santidade, capaz de se adaptar ao ritmo dos indivíduos; deverá integrar as riquezas da proposta lançada a todos com as formas tradicionais de ajuda pessoal e de grupo e as formas mais recentes oferecidas pelas associações e movimentos reconhecidos pela Igreja» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31).
Disponhamos, pois, o nosso coração para que seja «boa terra» a fim de ouvir, acolher e viver a Palavra e, assim, dar fruto. Quanto mais soubermos unir-nos a Jesus pela oração, a Sagrada Escritura, a Eucaristia, os Sacramentos celebrados e vividos na Igreja, pela fraternidade vivida, tanto mais há de crescer em nós a alegria de colaborar com Deus no serviço do Reino de misericórdia e verdade, de justiça e paz. E a colheita será grande, proporcional à graça que tivermos sabido, com docilidade, acolher em nós. Com estes votos e pedindo-vos que rezeis por mim, de coração concedo a todos a minha Bênção Apostólica.

 

Vaticano, 15 de Janeiro de 2014

 Fonte: Arquidiocese de Brasília 

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